A crise se agrava e 90% das prefeituras do Piauí estão demitindo servidores

Com queda nos repasses, principalmente para educação e saúde, os prefeitos adotam medidas amargas para evitar o atraso na folha de pagamento dos servidores municipais.

Segundo o presidente da Associação Piauiense de Municípios, “Temos metade dos recursos da receita corrente líquida dos municípios comprometida”, afirmou  Gil Carlos.

O corte ocorreu principalmente nos repasses dos programas do governo federal nas áreas de  saúde, educação e assistência social.

“Os recursos são insuficientes para o custeio dos programas, às vezes insuficiente para a folha de pagamento. No Estado, 90% das prefeituras estão fazendo redução de despesas e um dos elementos trabalhados é a folha de pessoal de comissionados e contratados”.

O presidente informou que o Fundo de Participação dos Municípios teve um incremento 6% até agosto. No entanto, ele ressalta que o aumento não atende as demandas que também sofreram reajuste. Entre os aumentos estão o piso do magistério, os reajustes na energia e combustíveis e outros itens.

“A orientação que demos aos prefeitos é que é preciso economizar e a principal despesa é a folha de pagamento, portanto, é aonde se corta de maneira a ter mais resultados, sem comprometer os serviços essenciais dos municípios”, disse o presidente da APPM.

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